4ª Festa do Galo
4ª FESTA DO GALO – “No princípio, era a roda”
Local: Centro Cultural da Ação da Cidadania
Para descrever esse evento, nada melhor do que o texto de Túlio Feliciano, diretor desse lindo espetáculo:
“O Galocantô, na sua quarta festa, fez uma grande homenagem ao nosso querido Roberto Moura, autor de um grande trabalho sobre as origens do samba, intitulado “No princípio, era a roda”. E assim várias rodas giraram naquele grande encontro: abrimos com a roda infantil que está no imaginário de todos nós, donde guardamos na memória as clássicas cantigas. Depois visitamos rodas de outras regiões do Brasil, como a Ciranda e a Roda de Coco do Nordeste. Chegamos então ao Rio, à Roda de Jongo, batuque donde veio o samba. Misturando as influências melódicas e harmônicas da Europa com este nosso batuque, surgiu o choro, e aí formou-se uma clássica Roda de Choro. Pixinguinha disse que o choro se toca na sala e o samba no quintal. Festejamos então todos estes quintais, numa grande Roda de Samba. Nesta roda, o samba contou a sua história, começando na Praça Onze, nos famosos terreiros das tias, passando pelo Estácio de Ismael até chegar à boemia da Lapa e da Vila Isabel. Depois uma visita aos morros tradicionais, berço das grandes escolas de samba como a Mangueira, o Império Serrano, a Portela e o Salgueiro. Chegamos aos anos sessenta, o grande encontro do morro com o asfalto: o Zicartola, os espetáculos “Opinião” e “Rosa de Ouro”. E fomos andando samba afora, passando pelo Quilombo, onde Candeia fez renascer o partido alto. Passando também pelo Cacique de Ramos, grande encontro de sambistas de várias tendências, que democratizou o samba e lhe deu nova cara. E assim o Rio é hoje uma cidade repleta de rodas de samba, os nossos pagodes, que foram homenageados no final da festa pelo Terreiro do Galo. E a roda se fechou.”









