Os “galos”
Rodrigo Carvalho, o Biro, cantor e compositor, sempre freqüentou rodas de samba, da Lapa a Madureira. Começou profissionalmente como corista em gravações e shows de Beth Carvalho. Gravou também com Bandeira Brasil, Serginho Meriti e Wanderley Monteiro. Como intérprete, nas quadras de escolas de samba, interpretou sambas-enredo em disputas no Império Serrano (onde foi campeão com Arlindo Cruz) e na Vila Isabel (com Moacyr Luz). Como compositor, foi finalista na oitava edição do Festival da Escola Música Villa-Lobos, com o samba “Fina Batucada”, parceria com Fred Camacho. Hoje, a música dá nome ao primeiro CD do Galocantô.
Pedro Arêas não entende nada de culinária, mas faz uma ótima cozinha para o Galocantô: toca um pandeiro de gente grande, além de cantar e divertir a todos com a sua inconfundível gargalhada. Faz parte das primeiras formações, ainda nas rodas da Lapa. E estampa no couro do seu pandeiro outra grande paixão: um escudo do seu time, o Botafogo.
Pablo Amaral, o Gamarra, é músico autodidata e compositor. Integrou, com Léo Costinha, o grupo “Além da Razão”, que comandava as rodas de samba da rua Joaquim Silva, onde o Galocantô surgiu. Formado em publicidade, trabalhou na TVE Brasil, mas a paixão pela música falou mais alto. Hoje, dedica-se exclusivamente ao seu cavaquinho. Com “Galã de Xerém”, parceria com Edu Tardin, faz sucesso nos shows do Galo e nas rodas de samba.
Léo Costinha se apaixonou pelo samba aos quinze anos. Ótimo percussionista, aprimorou seus dotes nas rodas de samba depois da escola. Fez parte do grupo “Além da Razão”, que comandava as rodas de samba do mestre Ivan Milanês, na Lapa. Desistiu de ser cirurgião-dentista, para seguir em frente com o Galocantô.
Lula Matos, percussionista e compositor, foi criado no bairro da Lapa. Desde a infância, viveu nas rodas de samba, onde conheceu grandes bambas. Tocou com Arlindo Cruz, Luiz Carlos da Vila, Monarco, Nélson Sargento, Walter Alfaiate, Wilson Moreira e a Velha Guarda da Mangueira. Como compositor, tem parcerias com Ivan Milanês, Adilson Bispo, Wanderley Monteiro, Carica e Luizinho SP. Seus sambas foram gravados em São Paulo por T. Kaçula e pelos grupos Estatuto do Samba, Relíquia e Panela Preta.
Marcelinho Correia faz parte da nova e promissora safra dos sete-cordas do samba carioca. Criado no Cachambi, antes dos quinze anos já tocava cavaquinho nas rodas de samba. Músico versátil e bom arranjador, também toca bandolim. Participou de shows com Dudu Nobre, Sombrinha, Chico Salles e Roberto Serrão.
Edson Cortes, o Dinho, é o mais experiente dos galos. Compositor e percussionista de mão-cheia, começou a tocar com apenas nove anos de idade em rodas e escolas de samba, além de blocos carnavalescos. Com o Fundo de Quintal gravou, em 2003, a música “Tudo por 1,99”, em parceria com Wantuir e Haroldo Cezar. Bom malandro, sabe dizer no pé e é craque na feijoada.



